segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Uma casa de madeira
Que construí antigamente
E que hoje vai embora
Corroendo lentamente.
Um jardim que já foi belo
De um verde sorridente
Hoje está tão bagunçado;
Negligência, simplesmente.
Seu retrato na parede
Seu vestido, seu cordão,
Me encaram tristemente;
Há um lamento no porão.
Me afogo em apatia
Quase nada me importa
Eu trancado nesta casa,
Sem haver trancas na porta.
Mas ainda vivo aqui
Coberto em meu disfarce
Onde vento suicida-se
Por não poder tocar-lhe a face.

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